terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dia 9 # - Como água para chocolate

Olá Galera!!!

Nono filme do blog \0// uebaaaaaaa.... amanhã chegaremos ao 10º. Para comemorar a nossa marca de 9 filmes eeeeee hoje vou escrever sobre um filme que eu simplesmente acho FANTÁSTICO!!! "Como água para chocolate". O nome nos sugere um filme doce, não é? Bom dependendo do ponto de vista pode-se dizer que é um filme doce, eu particularmente não acho; se fosse denominar um sabor ao filme seria azedinho... azedinho-doce, acho que fica melhor assim. Nossa que legal seria se pudéssemos atribuir sabor e cheiro aos filmes. (momento devaneio) Vamos ao que interessa.

Como água para chocolate é baseado em um romance de mesmo título escrito por Laura Esquivel, (então mulher do diretor Alfonso Arau), romance esse que se tornou best seller em 20 países, (confesso que ainda não li o livro, mas imagino ser estilo Gabriel García Marquez... este filme que mais se parece com um conto de fadas, repleto de fantasia, onde amor e ódio, abnegação e egoísmo, poesia e praticidade, se compõem numa obra-prima que conquistou o prêmio de melhor filme no Festival de Gramado de 1993 e concedeu a Lumi Cavazos e Claudette Maillé o prêmio de melhor atriz e melhor atriz coadjuvante, respectivamente.

A história se passa no início do século XX, numa fazenda mexicana, na fronteira com o Texas, Tita (Lumi Cavazos), a quem foi negado o direito de se casar, por ser a filha mais nova, e ter que permanecer ao lado da mãe Elena (Regina Torne) para cuidar dela, vive um amor ardente de paixão, contido, apesar de correspondido, por Pedro (Marco Leonardi), o qual acaba aceitando casar-se com sua irmã Rosaura (Yareli Arizmendi), apenas para permanecer perto da mulher que ama. Tita, que crescera nos braços de Nacha (Ada Carrasco), cozinheira da fazenda, envolta nos aromas mágicos da cozinha, e orientada pela sabedoria desta, desenvolve o dom como ninguém, transpondo para os alimentos todas as suas emoções, e destes, pra os comensais. É o que acontece quando, sem querer, derrama lágrimas sobre a massa do bolo de casamento de Rosaura com Pedro, e causa em todos que o experimentam, além de uma extrema comoção, uma incontrolável ânsia de vomito. Já para as codornas com molho de pétalas de rosa (as quais lhe haviam sido oferecidas por Pedro), Tita transfere toda a sensualidade, no despertar da recordação do grande amor de cada um que se delicia com este prato, que potencializa e exaltação deste sentimento, e faz desabrochar toda a libido. É neste momento que, Gertrudis (Claudette Maillé), contagiada pelo sentimento impregnado no molho, e exalando em toda a sua plenitude o odor das rosas, atrai para si o capitão revolucionário, e foge com ele, para profundo desgosto da mãe, e conquista da sua própria liberdade.
 
Desde os biscoitos de nata, ao “mole” (prato típico mexicano), todos os alimentos são preparados, envoltos num ritual onde a magia do elo alimento/vida, aroma/perfume, sabor/sensação, textura/sensualidade... se exacerba numa magnitude que deleita o paladar da alma.

Eu adoro filmes que envolvam culinária. Amo cozinhar (ok, não cozinho bem, mas mesmo assim amo cozinhar) e acredito muito no poder da energia. Sou do tipo de pessoa que acredita que se eu faço uma comida com amor as pessoas que provarem da comida podem sentir esse amor. Sou completamente apaixonada pelo sabor, aroma, cor do prato e esse filme retrada tudo isso... pudera eu um dia cozinhar igual a Tita...

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