quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Dia 3# - 50/50

Apresentação:

Hola! Bom, minha postagem vai começar pelo primeiro filme que eu assisti, ou seja no dia 1°...
então, lá vai :



· Sabe quando você assiste a um filme por tal ator, que você já viu em outro filme e gostou? Bom, foi isso que me levou a escolher 50/50 como o primeiro filme de 2012. Nesse caso, o ator em questão é Joseph Leonard Gordon-Levitt, que só chamou minha atenção em “500 dias com ela”. Mas, ainda assim, para aquele dia, o filme tinha que ser “leve”, pelo menos foi o que eu pensei. Pois tinha acabado de voltar de uma chácara onde passei a noite de réveillon e almoço do primeiro dia do ano. Mas o filme era bem mais denso do que eu tinha imaginado. Com um toque de comédia aqui e ali, o filme tenta tratar de um assunto sério (a descoberta do câncer de Adam) de maneira leve... mas nem sempre consegue. Um dos pontos que me chamou atenção foi quando na conversa dos dois amigos sobre os famosos com câncer, eles começam a mencionar um a um, o diálogo foi aquele típico de humor americano que, muitas vezes quem não entende, não vê graça nenhuma...nem chega a um humor negro, mas quando eles falam “do cara do Dexter” e mencionam o Patrick Swayze, e Kyle (Seth Rogen que já tinha feito "Tá rindo de quê?", com Adam Sandler, nesse mesmo estilo - um drama, ou assunto sério, tentando levar pra comédia.) desconhecia por completo que o ator tinha falecido, aquilo pra mim, não ficou engraçado. Até revendo no trailer a situação "parece cômica" mas dentro do filme não teve o mesmo efeito.
Outro ponto que eu destacaria, seria a atuação da psicóloga... quando ele fica chateado por ser o terceiro paciente de Katie (Anna Kendrick, que eu já tinha visto atuar em "Amor sem escalas"). Um nome de peso do filme é Anjelica Huston, que faz a mãe de Adam e cuida do seu marido que sofre de Mal de Alzheimer. Eu li mais tarde, que o filme conseguia unir o drama e a comédia, mas não acho tudo isso não. Ele tem os seus pontos de bem dramática com cenas que foram meio forçadas para o humor. Um exemplo disso, é no momento crucial para quem tem a doença, que é o de raspar a cabeça e Adam pergunta onde o amigo havia usado a máquina antes... Enfim, tentando não passar muito spoiler e sim tecer comentários sobre o filme, eu posso dizer que o filme é bacana sim e vale a pena. Dizem que o filme é baseado em fatos reais.

50/50


Direção: Jonathan Levine

Gênero: Comédia/Drama

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Dia 2# - Dúvida

 
No mês de julho, todas as quintas feiras, a comunidade a qual participo realiza um cine clube onde exibimos filmes com temáticas de cunho moral para debatê-los no final de cada exibição, o ultimo filme foi “Dúvida” com a Meryl Streep, no qual interpreta uma freira rigorosa que cuida de um colégio católico com mãos de ferro, e esse foi o filme escolhido por mim para iniciar a minha sessão de filmes aqui no blog.
Eu achei Dúvida um dos filmes mais brilhantes de 2009, não só pela delicada temática, mas pela imparcialidade com que o filme trata o assunto que vem assombrando a igreja católica nos últimos anos, a pedofilia.
Dúvida, como o próprio nome diz, te joga em um emaranhado de incertezas, do qual você tenta sair apoiando-se em um dos lados, porém nenhum dos dois é convincente o bastante. De um lado temos uma Freia durona, carrancuda, conservadora e dotada de uma certeza. Do outro temos um Padre amado por todos, gentil e com idéias inovadoras para a igreja da época.
Ambos se odeiam. Uma acusa, o outro se defende e o espectador é o júri imparcial da trama.
A grande questão do filme paira no próprio julgamento. Quem sou eu para julgar? Quem sou eu para definir o que certo e o que é errado? Ou pior, quem sou eu para definir quem está certo e quem está errado? A medida que o filme ia rolando eu via interrogações brotando na minha cabeça, e essa é graça do filme, pois ele não te dá uma resposta, cada um tem a sua própria versão do final.
Afinal, o Padre legal abusou de garoto inocente? O mesmo Padre que era amável e bondoso com todos? Quem esta acusando? A freira carrancuda e fria que odeia as idéias que o Padre Legal implanta na comunidade?
Há um momento no filme em que a mãe do garoto em questão aparece para gerar mais questionamentos à trama. Ela representa ali todo o perfil sociológico da época, uma mulher humilde e sem apoio que tenta dar ao filho uma chance que ela não obteve, e se mantém omissa ao caso, pois o padre oferece ao filho uma imagem masculina que o mesmo não tem em casa.
Se nem Meryl Streep consegue responder essa pergunta, ela que fez “A escolha de Sophia”, quem sou eu para responder tal questão? Mas a grande cartada do filme não está no certo ou no errado, mas sim no julgamento, nas palavras que proferimos contra o outro, é essa a grande sacada do filme. É como agimos quando estamos cegos por uma certeza que só a nós nos cabe.
Dúvida é um filme excelente na sua simplicidade, um filme sem muita ação, mas que te prende na beleza de seus diálogos bem trabalhados, e na forma como deixa o publico intrigado.  Que nos mostra como é fácil julgar e difícil provar, ou dependendo da sua interpretação, como é fácil fugir e difícil assumir. Cabe a você se enquadra na trama. Só isso.

Trailer Oficial


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dia 1# - Meia Noite em Paris

Olá gente, Dia muito feliz. Primeiro post do nosso Blog ebaaaaaaaa... notícia muito boa na vida pessoal e é isso 2012 está começando com força total. Então vamos lá.

Pra começar meu primeiro post com pé direito escolhi um filme de um diretor que eu adoro Woody Allen em seu mais recente filme “Meia noite em Paris”. 
A história super básica, atrapalhada, engraçada, conflituosa e fantástica como só ele sabe fazer. E o melhor, aquela pitadinha de crítica aos nostálgicos que acreditam que nasceram na década errada (eu conheço vários – eu mesma já me vi assim).
   O heroí novaiorquino da vez é Owen Wilson,  um sonhador visitando Paris, que também ama os anos 20; ou melhor a Paris dos anos 20 e que se transporta para diferentes períodos do tempo.

“Midnight in Paris” apresenta um grande conflito gerado em torno da realidade versus  a ilusão. No filme, ele mostra como o passado, não importa quão idealizado e glamourizado que seja, pode alterar de forma mágica, transformadora e imprevisível o presente, mudando o processo de ambições, identidades e relações…   O filme é simples, sincero (na medida que um filme pode ser sincero) e meio que lembra um conto de fadas moderno onde você se dá a oportunidade de fazer um pedido pra fada madrinha e espera que esse pedido vai virar realidade. E o melhor o filme deixa uma grande dica (crítica aos nostágilcos que acreditam que nasceram na década errada (eu conheço vários) “A idade do ouro só é a idade do ouro porque está no passado, se fosse presente seria desinteressante.” Eis a grande sacada do filme “Damos grande valor para aquilo que os é impossível viver” por ser passado ou por ainda estar somente no futuro. 
Vale muito a pena assistir esse filme, na realidade os últimos filmes de Woody Allen têm se superado cada vez mais.




FICHA TÉCNICA
Diretor: Woody Allen
Elenco: Kurt Fuller, Owen Wilson, Marion Cotillard, Michael Sheen, Tom Hiddleston, Kathy Bates, Rachel McAdams, Gad Elmaleh, Carla Bruni, Nina Arianda, Mimi Kennedy, Corey Stoll, Manu Payet
Produção: Letty Aronson, Raphaël Benoliel
Roteiro: Woody Allen
Fotografia: Darius Khondji
Duração: 100 min.
Ano: 2011
País: EUA/ Reino Unido
Gênero: Comédia Dramática
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Gravier Productions
Classificação: 12 anos