quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Dia 18# - Grease – Nos Tempos da Brilhantina.




Ontem de madrugada, eu estava vendo a Globo e fui surpreendido com um dos meus filmes favoritos, o musical Grease – Nos Tempos da Brilhantina, um ótimo filme com John Travolta e Olivia Newton-John no elenco principal.
O meu carinho pelo filme se dá a ótima trilha sonora que o filme apresenta, com músicas muito bem trabalhadas e as cenas em que os diálogos são cantados são perfeitas, afinal quem nunca ouviu clássicos como “Summer Nights”, “You're The One That I Want” e “We Go Together”?
Grease foi o filme que ergueu a carreira de John Travolta, e gerou contratos ao ator para outros filmes, como “Os Embalos de Sábado a Noite” e “O cowboy da noit”
O filme foi baseado em um musical da Broadway de sucesso e foi indicado ao Oscar de melhor canção original pela musica "Hopelessly Devoted to You", também recebeu cinco indicações ao Globo de Ouro nas seguintes categorias: Melhor Filme - Comédia/Musical, Melhor Ator - Comédia/Musical (John Travolta), Melhor Atriz - Comédia/Musical (Olivia Newton-John) e Melhor Canção Original ("Grease" e "You're the One that I Want"). . Em sua produção foram gastos 6 milhões de dólares, e o filme arrecadou 360 milhões.
Grease conta historia de Danny (John Travolta) e Sandy (Olivia Newton-John), um casal de estudantes, que trocaram juras de amor nas férias porém se separam, pois ela voltará para a Austrália. Entretanto, os planos mudam e Sandy por acaso se matricula na escola de Danny. Ele para fazer gênero ele infantilmente lhe dá uma esnobada, mas os dois continuam apaixonados, apesar do relacionamento ter ficado em crise. Esta trama serve como pano de fundo para retratar o comportamento dos jovens da década de 50.
Grease é o tipo de filme que cria um vinculo com o espectador, pois acaba trazendo de volta lembranças de uma época muito especial tanto para os fãs mais antigos, quanto para os mais novos, que sonham em viver as experiências vividas pelos jovens da década de 50.
Na época de sua exibição, Grease foi muito criticado, pois mostrava o estereótipo da juventude americana, entretanto hoje, 30 anos depois, o filme é considerado um clássico do cinema norte americano.

Abraços a todos

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Dia 17# - Prenda-me se for Capaz.

Leonardo DiCaprio em Prenda-me Se For Capaz
 
Olá amigos, parece que nossa saga de ver um filme por dia está dando certo e já estamos no meio da segunda semana, cumprindo metas e escrevendo não só sobre filmes mas sim sobre arte.
O filme escolhido de hoje foi Prenda-me se for Capaz, um longa de Steven Spielberg baseado em fatos reais que conta a historia de um dos maiores trapaceiros dos EUA, o jovem Frank Abagnale Jr., interpretado Leonardo DiCaprio, que a partir de Prenda-me se For Capaz é visto como um dos atores mais consagrados da atualidade.
Frank Jr é filho de um banqueiro de uma cidade local que ganhou a vida com pequenos calotes e ao passar pela grande depressão dos EUA teve sua vida virada de pernas pro ar ao ver sua casa sendo leiloada para pagar as dividas da família. Frank Jr, então com 16 anos, foge de casa para ganhar a vida por conta própria, mas acaba descobrindo que a vida na cidade grande não é tão fácil quanto esperava.
Frank Jr começa a usar os velhos truques de trapaça do pai para ganhar a vida, até virar um dos maiores fraudadores de banco já procurados pelos EUA.
O filme te joga em uma divertida rede de trapaças, onde o anti-herói Frank é aclamado a cada golpe genial que dá no governo. O carisma de Leonardo DiCaprio fez desse personagem o divisor de águas de seu trabalho, pois a partir de Frank Abagnale Jr, DiCaprio é visto como um ator realmente talentoso.
O Sucesso do filme fez a historia chegar aos teatros da Broadway e ser um dos musicais mais aclamados de 2011, assim como diversos outros prêmios e indicações que Prenda-me se for Capaz  arrecadou ao longo dos anos.
Catch me If You Can - on Broadway

Realmente um filme que me surpreendeu vindo de quem vem, Steven Spielberg, que é um ótimo diretor, mas tem a triste mania de dar um tom dramático ao termino de todos seus filmes (Vai dizer que você não chorou ao ver o E.T ir embora?  Ou ao termino de A.I ?). Porém o desfecho do filme é perfeito e te dá vontade de pesquisar mais sobre a vida de Frank, que continua vivo, e imagine só, livre da cadeia! rs
 
Abraços a Todos, e até amanhã com mais um filme!

Dia 16# Persépolis




Salve salve!
O filme que vou comentar hoje, já tinha ouvido muitas criticas boas sobre e então esta semana tive a oportunidade de assistir. Persépolis é uma animação de 2007, que foi adaptado das historias em quadrinhos autobiográficos de Marjane Satrapi, que acabou tornando-se um filme. E que filme! É digamos simples no desenho – nada assim apoteótico nos efeitos - mas não deixa de ser rico visualmente e com ilustrações muito bem trabalhadas. As cenas em sua maioria são em preto e branco.



Marjane é uma iraniana que conta como foi sua vida quando ainda criança até os seus vinte e poucos anos. Fala sobre sua relação com seus pais, a avó, alguns familiares, a exemplo do tio Anouche, por quem tinha uma grande admiração, pela postura politica e até heroíca diante ao regime do xá Mohammad Raza Pahlav. É justamente por causa de Anouche, que a menina em uma cena - que considero muito forte - “briga” com Deus devido à prisão e morte do tio. Além disso, Marjane conta sobre as pessoas que ela foi conhecendo em seu país e fora dele, relatando sobre as amizades, as experiências amorosas que viveu - que são abordadas de maneira cômica – a distancia da sua família e os conflitos de identidade com relação a outro país totalmente diferente do seu. No contexto da história, mostra-se os efeitos das ditaduras que se instauravam no Irã, revelando como a guerra atingiu de maneira destruidora, não só a cidade, mas pessoas e famílias inteiras.


O filme toca também num ponto interessante: ser mulher iraniana neste momento. É o que leva a menina questionar, por exemplo, o uso de vestimentas mais longas para mulheres - já que as mesmas estimulavam a imaginação masculina - enquanto que os mesmos podiam usar roupas e cabelos de acordo com a uma “moda”, sem ter algum tipo de repreensão. Avançada demais não? Mais com as influencias de seus instruídos pais e da sua - digamos – avó “moderna”, Marjane, não poderia ser diferente.


Destaco um personagem, que realmente gostaria de ser quando crescer (risos), sua avó, uma senhora um tanto a frente do seu tempo, cujos diálogos entre ela e a neta são ricos de conselhos e conversas regadas de humor. O filme vai despertando emoções diversas como revolta, tristeza e claro, boas risadas – principalmente na cena que Marjane retorna a vida após um breve suicídio por remédios ao som de Eye of the tyger - trilha sonora do saudoso Rocky Balboa. É uma cena muito boa!


Persépolis é um filme que antes de contar a historia da vida da protagonista, é um breve retrato do que foi o Irã neste período. A perseguição aos “comunistas”, a tortura e morte de alguns presos politicos e como essas ditaduras se perpetuaram com o tempo, causando transformações significativas no povo iraniano. Até mesmo Marjane percebeu que estas mudanças, também surtiram efeitos colaterais em si mesma, lhe revelando que aquele já não era mais seu lugar.

É um filme realmente muito bom, no gênero animação e pela narrativa. Tem como diretores Vincent Paronnaud e a própria Marjane Satrapi; uma parceria França-EUA. Foi indicado ao Oscar de Melhor Animação em 2008. E vale com certeza assisti-lo!!






segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Dia 15# BAARIA



Assisti sem ver quem era o diretor, estava na lista de espera e estava com saudades de assistir um filme italiano. Eu vi dividido em partes e nem tinha reparado que era tão longo. Vou mentir se disser que não foi cansativo, mas gostei. Comecei a pensar em qual parecido era o filme com Cinema Paradiso... Peppino eee Totó!!!

A cena clássica de Cinema Paradiso

E em Baaria, nesse caso já com o filho de Peppino

Termina o filme e vejo Giuseppe Tornatore. Ahhhhh, por issoooo. A fotografia do filme é MARAVILHOSA! Depois, como faço sempre fui no “filmow” e ao acrescentar o filme no meu perfil, comecei a olhar os comentários deixados lá. Claro, começou a comparação com Cinema Paradiso. Gente, que mania que as pessoas tem de querer falar... ah esse é melhor que aquele. Não vou mentir e falar que no fundo eu não pensei isso mais de uma vez, principalmente com o famoso “o livro é melhor que o filme”. Mas o diretor e no caso quando ele também escreve, tem que ter liberdade e fazer o que sente, pense naqueles que devem ficar, ah mas se as pessoas pensarem que cinema paradiso é melhor... bom, a gente sabe que esse é o tipo de filme pela arte ainda e que no caso de Tornatore ele já tem a fama, então no máximo que acontece é um “o mais fraco dele”, como aconteceu lá no site.



Mas o que mais importante tem que ser dito desse filme é como ele "percorre" a história da Itália, de uma maneira que só as grandes obras de cinema conseguem. Esse filme tem toda essa coisa da história que eu me apaixono, porque ao mesmo tempo que tem a estética linda, você acaba conhecendo e aprendendo sobre a cultura, história de um povo.

Dizem que é autobiográfico, sendo ou não eu gostei muito...

O senhor de “Compro dólares", poderia ter ficado até o fim e não vender "canetas a 100 liras” hahaha e cebola e pão... uiii


Assisti em 04/01

FICHA TÉCNICA
Diretor: Giuseppe Tornatore
Elenco: Monica Bellucci, Raoul Bova, Michele Placido, Ángela Molina, Laura Chiatti, Enrico Lo Verso, Luigi Lo Cascio, Gisella Marengo.
Produção: Tarak Ben Ammar, Marina Berlusconi
Roteiro: Giuseppe Tornatore
Fotografia: Enrico Lucidi
Trilha Sonora: Ennio Morricone
Duração: 150 min.
Ano: 2009
País: Itália/ França
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Medusa Film

domingo, 22 de janeiro de 2012

Dia 14 # O Tigre e a Neve

Olá galera, mais um filme do nosso talvez um filme por dia. Tenho que contar que estou muito feliz com o nosso blog e mais ainda porque a gente tá conseguindo fazer o que se propôs um filme por dia; hoje o nosso amigo Dan Moura nao conseguiu postar seu filme, portanto eu fico no lugar dele hoje. De vez em quando isso pode acontecer de um postar no dia do outro,  mas  o importante mesmo é que se tenha um filme por aqui. Entao chega de blá blá blá e vamos falar um pouquinho sobre filmes, afinal viemos aqui para isso.

Hoje trouxe pra vocês um filme que é simplesmente lindo. Não tenho outra denominação para ele. Lindo e romântico como só um filme do Benigni sabe ser. Ator, diretor, roteirista Roberto Benigni, na minha opinião, é um dos grandes nomes do cinema (amo o Woody Allen também) mas há quem não goste dos filmes dele, claro. O filme mais conhecido dele é A Vida é Bela, mas hoje vou falar sobre o filme que mais gosto O Tigre e a Neve. A narrativa desse filme lembra bastante a de A Vida é Bela ambos tratam-se de uma comédia romântica e têm como pano de fundo a guerra.
Essa foto é uma das melhores fotografias de cinema que já vi. Essa cena é simplesmente sensacional

O Tigre e a Neve fala da paixão exacerbada que o poeta e professor Attilio (Benigni) nutre por Vittoria (Nicoletta Braschi, esposa de Benigni na vida real e produtora do filme). Ele sonha com ela todas as noites, a persegue por todos os cantos, sem conseguir sua atenção. A plateia ainda não conhece, nesta altura do filme, o motivo de tanta paixão. Num repente, tudo muda e o professor Attilio se vê obrigado a seguir para Bagdá (na realidade, locações na Tunísia enriquecidas com computação gráfica), em pleno início do conflito. Para preservar o roteiro, é melhor não dizer por quê. É neste cenário de guerra que O Tigre a Neve se torna ainda mais parecido com A Vida é Bela, sempre na tentativa de vender uma ideia de otimismo extremo, onde todos os fatos negativos devem ser escondidos em função de uma dedicação inabalável à pessoa amada.
Clichê? Eu diria que é arriscado denominá-lo assim. Melodramático com toda a certeza, mas Benigni é assim mesmo sangue italiano nas veias e muito amor nas telas.


sábado, 21 de janeiro de 2012

Dia 13 # Educação


Olá povo meu.
Vamos a mais um filme que recomendo e aprovo. Ano passado estava vivendo um momento "forever alone" e me enchia de filmes aos domingos; um em especial despertou minha atenção "Educação".
O filme Educação foi baseado em uma autobiografia escrita pela jornalista inglesa Lynn Barber intitulada “An Education”.  Educação conta a história de uma garota de 16 anos Jenny Miller (Mulligan) que tem sua vida bem planejada pelos seus pais, até o dia em que conhece David Goldman, um convincente homem que consegue encantar os pais protetores de Jenny, levando-a para concertos, jantares chiques e até viagens.
Apesar de não ser um filme perfeito, educação é um filme certinho com história coerente e até surpreendente, e de ser considerado uma história clichê; o filme é desenvolvido de maneira tranquila sem grandes atropelos ou clímax 
Jenny é a garota que tem uma vida comum para a idade, ao se apaixonar por David, um homem mais velho que aparenta ter sofisticação, mas que na realidade vive de golpes e roubos de obras-de-arte para revenda; Jenny percebe sua rotina mudar. David proporciona a Jenny uma nova vida cheia de viagens, passeios e até realizar seu sonho de ir a Paris no seu aniversário de 17 anos, dia em que Jenny escolhe para perder sua virgindade.
O filme retrata a contradição entre a vida regrada de Jenny e a fascinante e sedutora vida social. Apesar da pouca idade da personagem; o filme retrata situações que são comuns em jovens com um pouco mais de idade e aparentemente mais experientes.
Educação é filme que tem um roteiro bem escrito, tem a belíssima atuação de Carey Mulligan que consegue transitar de menina ingênua à mulher madura com apenas 17 anos; alguns críticos a associam a Hepburn. E muito bem dirigido por Lone Sherfig.
O que eu mais gosto do filme é a velha e clichê fase de samba "Levanta sacode a poeira e dá a volta por cima." hehehehe... É um filme que vale a pena conferir.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Dia 12# Só dez por cento é mentira.




Salve salve!

O comentário de hoje vai para o documentário sobre o poeta Manoel de Barros - Só dez por cento é Mentira - do diretor Pedro Cézar. Algum tempo atrás tinha assistido uma matéria na tv, mas não conhecia a importância que o poeta tem para a literatura brasileira. Tive então a oportunidade de assisti-lo esta semana e mesmo tendo certa resistência com documentários – que não cabe aqui escrever o porquê - no final das contas, me surpreendi.




O filme é tão bom quanto às poesias de Manoel. Tem seu encantamento na medida em que se entrelaça, entrevistas do próprio diretor feitas com o poeta, trechos de seus poemas e depoimentos de “leitores contagiados” por suas palavras. Além disso, existem personagens fictícios que compõem a história, comunicando-se diretamente com o universo inventivo do poeta. É sem duvida, um mergulho na vida e obra de Manoel, revelada de maneira criativa e poética, com uma linguagem visual tão rica como a linguagem do idioleto manoelês. “Noventa por cento do que escrevo é invenção. Só dez por cento é mentira".




E quem não conhece ainda seus livros e assistir o filme, vai despertar – no mínimo - curiosidade em ler sua literatura. Manoel de Barros, é poeta sulmatogrossense, possui cerca de vinte livros publicados, conquistando inclusive, vários prêmios. É considerado o escritor brasileiro mais vendido do país.


Vale lembrar que o filme ganhou os prêmios de melhor documentário longa-metragem do II Festival Paulínia de Cinema 2009; prêmios de melhor direção de longa-metragem documentário e melhor filme documentário longametragem do V Fest Cine Goiânia 2009.