sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Dia 26# - As Horas.



Ainda não sei dizer ao certo qual a real mensagem por trás do filme “As Horas”, acho que é a forma como tratamos as pessoas em nosso cotidiano, mas não me sinto muito seguro em fazer essa afirmação, mas um coisa é certa sobre o filme, ele é uma obra de arte, cheia de emoções e sentimentos de todos os tipos.
Confesso que o filme não é inédito para mim, já havia assistido ao filme há uns sete anos atrás, eis um exemplo de como a maturidade pode mudar a nossa visão a cerca de um filme, me lembro de ter feito as piores criticas sobre “As Horas”, não estava maduro o suficiente para entender toda a complexidade da historia, ou melhor, das três historias que se entrelaçam.
O filme se baseia no livro de Michael Cunningham que por sua vez inspirou o romance “Mrs. Dalloway” de Virginia Woolf. E as três historias do filme (que sinceramente não convém contar nessas linhas), nos leva a três mundos distintos, de mulheres distintas e de problemas nada distintos!
O filme nos leva em uma viagem ao intimo feminino, tenho certeza que muitas mulheres se identificaram ao ver o filme, os problemas se tornam tão atuais e ao mesmo tempo tão defasados, não há como explicar a sensação. Acho que é a sensação que todo bom filme causa em um espectador.
Desespero, luta, sofrimento... Tudo isso é mostrado no filme, que trata o assunto com uma poesia linda, com suas cenas belas, cortes bem trabalhados... Ainda me pergunto como um dia eu pude falar mal desse filme, então tenho esse post como um pedido de desculpas, pois “As Horas” é um filme excelente em sua simplicidade.

Até outro Dia...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Dia 25 # Bonequinha de Luxo

Hello povo,
E aí que hoje vou escrever sobre um clássico.... a-há deu até medo, né? Mas sempre lembrando que não somos críticos da 7ª arte, apenas apreciadores e meu béin. E cá convenhamos; gosto é igual a nariz... cada um tem o seu huahuahuahua.
O filme de hoje nada mais é que tchantchantchan....  Breakfast at Tiffany’s ou, para nossa tradução portuguesa/brasileira Bonequinha de Luxo #TodasGrita.

Tenho que começar meu post com uma coisa mega importante desse filme: o nome. Vou explicar. É que o nome em inglês é Breakfast at Tiffany’s e para o Brasil veio com a nomenclatura de “Bonequinha de Luxo”. Não sou daquelas que amam o nome original do filme e condenam a tradução; mas nesse caso, eu acho (e agora todos gritam comigo) que o nome em inglês tem tudo a ver com o filme; pensem, a tradução seria algo como Café da Manhã na Tiffany (loja de jóias muitíssimo conhecida e caríssima que Holly, personagem da Audrey, não só frequenta como é vista apreciando o famoso café da manhã da loja o café da Tiffany). Agora imaginem a seguinte situação. Vocês vão assistir ao filme sem ter em suas mentes a ideia do que esse filme representa, ok? Vamos supor apenas que, vocês foram a uma locadora e alugaram a este filme, que não é conhecido; tenho quase certeza de que não; o título Bonequinha de Luxo, não seria um peso. Além do mais, associamos o título, não ao filme propriamente dito, mas a atriz, nem a personagem, falo da atriz mesmo a Audrey Hepburn. Tanto é real que em outros filmes ela vive personagens bem semelhantes e nem por isso fazemos questão desse nome... bom, isso não vem ao caso. Passemos então ao filme.


A história é bem comum. Holly é uma acompanhante de homens em troca de dinheiro (não a considero uma prostituta, pois em nenhum momento fica clara a relação sexual) que mora sozinha em seu apartamento tendo como companhia apenas o seu gato.  É aí que chega Paul, um escritor que é sustentado por uma mulher e que logo se apaixona por Holly. Resumo basicão que até parece meio sem graça. A beleza do filme esta na maneira como ele é contado, na ótima atuação dos atores, numa linda trilha sonora e fotografia e a belíssima cena de quando Holly procura o gato na chuva cantando “Moon River”. Umas das melhores cenas do cinema, na minha opinião.
Outro ponto que é super engraçado de se comentar é que Holly não esconde seu interesse por tudo que é caro, mas ao mesmo tempo tem um desapego fantástico com as coisas materiais, algo estranho se formos pensar em pessoas ricas atualmente. Seu apartamento quase não tem mobília e seus pertences ficam jogados pelo chão. A última característica que gostaria de citar da personagem de Audrey é a inocência que ela parece ter, o que com a sua beleza incomparável, torna a personagem exponencialmente mais interessante.
Dito isso tudo só nos resta então sucumbir ao ecanto de Holly e mergulhar de cabeça no filme. Bom filme.  ; )



Beijos e até o próximo post ; )

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Dia# 24 Big Fish


Salve salve!

Acabo de assistir um filme, que sem duvida, já entrou para minha lista de filmes que vale a pena assistir antes de morrer (risos). Big Fish (O Grande Peixe e Suas Histórias Maravilhosas) é O filme! E para quem gosta de boas histórias, esta é A história! Com direção de Tim Burton, a narrativa é centrada na figura de Edward Bloom, que conta de maneira bem diferente fatos de sua vida. Até aí parece tudo normal. Mas incrivelmente, não é! Os fatos misturam realidade e a boa imaginação de Bloom, pondo em duvida o seu filho William, sobre a veracidade dos acontecimentos da vida de seu pai desde quando saiu da sua cidade natal para conhecer outros lugares. O engraçado que só William parece duvidar.


Dentro dessas aventuras estão incluídos lugares estranhos e pessoas bem diferentes, como a floresta que tinha as aranhas saltantes, a cidade de Spectre, onde todos andavam descalços e pareciam muito felizes, o circo maluco onde Bloom conheceu a mulher da sua vida, chegando a trabalhar durante três anos de graça só para obter informações sobre sua amada. Casou-se, foi para guerra e tantos outros lugares. E a riqueza de detalhes de suas aventuras é o que nos prende do começo ao fim.



Nas cenas os ambientes são misteriosos, sombrios, fantásticos, engraçados, alegres e nem tantos assim, o enriquece ainda mais a viagem que fazemos durante o filme. Cheguei até me lembrar de Forest Gump – pela narração de coisas que ficam entre o real e a invenção. É incontestável ainda toda a sensibilidade da trama, assim como a atuação dos atores – e diga- se de passagem, o elenco é ótimo! Adorei ver Marion Cotillard – Tenho que falar, adoro ela!




Além de contar suas historias, é interessante notar a relação que ao longo do tempo foi se estabelecendo entre pai e filho. O pai sempre contando sempre os seus feitos a quem tivesse disponível a ouvir. O filho, um adulto sem sensibilidade e paciência para escutar as mesmas histórias. Mas ele percebe a tempo, que seu pai era sem dúvida um peixe grande! Para quem assistir, vai entender o que quis dizer. Fiquei então pensando que ver todos nós vemos, saberenxergar além, é para poucos.




Termino o comentário com uma das muitas frases lindas do filme... “Um homem conta suas histórias tantas vezes, que se torna as histórias. Elas sobrevivem a ele. E desta forma, ele se torna imortal”.

Fica a dica...Recomendo!!!!!!





terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dia 23# - Tudo pode dar certo

Woody quando trata daquelas situações do dia a dia, me parece brilhante. Não foram muitos os filmes que eu já assisti do diretor. Se tem um diretor que eu vi quase todos os filmes é o Almodovar. Nesse enredo, seu protagonista, Boris já começa vomitando seus ideais num café com os amigos... tae uma coisa boa de se fazer... já gostei... sem a musiquinha de inicio de filme do dia anterior (Te espero eternamente) e direto ao ponto. Ele falando pra plateia deve ter dado um riso geral no cinema, mas em casa, sozinha... não teve graçaaa :P


Boris é um velho rabugento, genial e excêntrico! E muda a vida de uma garota (retratada como a tipica loira burra)

Só um P.s, eu não respiro pela boca desde que comecei a ler “O Diário da Princesa” e foi a Amelia Mignonette Grimaldi Thermopolis Renaldo que me ensinou que isso é feio!

Só porque eu tinha dito que o filme de ontem salvaria meu dia... bom, hoje eu até que não preciso tanto de um filme pra isso, o dia já foi uma merda mesmo.

Achei um cara mais estressado e puto da vida que eu!!! Gente, o Boris é pai do House!

Das situações engraçadas, esse é o segundo filme que fala que tem que cantar “parabéns pra você duas vezes ao lavar as mãos pra garantir que você lavou direito”... Agora não me lembro do primeiro hahaha


Cometários aleatórios:

- Olha Boris... Conheço um cara, chamado Leonard... Ele tem uma plaquinha escrita “sarcasmo” e eu acho que pode emprestá-la a você.

- Claro que o filme todo não podia girar em torno do Boris, mas quando focou tanto na mãe dela, fiquei com sono...

- E o gatinho de Tuddors... sem vergonha igual na série :P


Finalmente, só tenho a dizer, que esse filme tem tudo pra dar certo e deu!

Ok, e é isso... um post curto e grosso... tal qual o Boris!

Quer saber mais, assiste o trailer e quer saber ainda mais, veja o filme!


“E só para você saber, esse não é o melhor filme do ano para fazer você se sentir bem. Então se você é um desses idiotas que precisa sentir-se bem, vá fazer uma massagem nos pés” Boris



Tudo Pode Dar Certo

Titulo Original: Whatever Works

Gênero: Comédia e Romance
Duração: 92 min.
Origem: Estados Unidos e França
Estreia: 30 de Abril de 2010
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Distribuidora: Califórnia Filmes
Censura: 14 anos
Ano: 2009

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Dia 22# - Cabaret



Olá amigos cinéfilos, o filme de hoje foi uma indicação da minha amiga Jeniffer! Cabaret um filme que há algum tempo gostaria de ver, mas a falta de uma cópia em DVD para o Brasil dificultou um pouco as coisas. Mas vamos lá!
Temos em Cabaret uma das melhores atuações de Liza Minnelli, que interpreta a jovem Sally Bowles uma garota sonhadora que tem como principal objetivo de vida virar uma grande estrela. O filme se passa na Alemanha nazista, precisamente em Berlim.
Nossa trama começa quando o jovem Brian aluga um quarto em um espelunca e tenta ganhar a vida em Berlim lecionando aulas de Inglês para os ricos em ascensão, quando conhece a jovem Sally uma cantora de Cabaret que o apresenta todo o submundo de Berlim. Com o passar do tempo Brian descobre o quão fascinante é esse mundo, e ainda mais fascinante é a garota que esta do seu lado, Sally.
Liza Minnelli consegue dar a Sally toda a irreverência e maturidade que a personagem requer, Sally é o sonho de qualquer homem, uma garota forte e carente, feliz e triste, mas a cima de tudo apaixonada pela vida.
O ponto alto o filme é a interpretação da musica “Maybe This Time”, onde Liza prova todo o seu talento como atriz e cantora. Não é a toa que ela é atualmente uma das lendas da Broadway e de Hollywood. Liza nos deixa atônitos com seu lindo rosto, linda interpretação e linda voz.
O filme inteiro é um mar de emoções fortes e um clima de tristeza a cada esquina.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Dia 21 # Moulin Rouge


 Hello povo \0/
Dia bem louco hoje... sobrinho doente, trabalho atrasado... mas vamos a nossa tentativa de um filme por dia.
O filme de hoje é conhecido de muita gente Moulin Rouge assistindo hoje com meu amigo e companheiro de Blog Dan Moura, eis que ele faz o seguinte comentário: “Esse filme trouxe de volta a cultura de musicais” não com essas palavras, mas com essa idéia; e é isso, concordo plenamente com ele. Não sou muito fã de musicais, apesar de o meu filme favorito ser um “O Mágico de Oz”. Na realidade não curto muito esses musicais de hoje e talvez isso me desperte uma atenção especial em Moulin Rouge ele é atual sem estar cheio de vibrato e efeito na voz, não que não tenha, mas acredito que tem menos (ideia da minha cachola. Não entendo nada de música só estou dizendo que não gosto como os atores de musicais utilizam a voz ultimamente).

Vamos partir para o que interessa. Uma das coisas que me chamam a atenção logo de cara nesse filme é a belíssima Nicole Kidman. Nossa, na minha opinião, ela está lindamente perfeita, as cores gritantes do filme combinam perfeitamente com o cabelo, olhos e cor de pele dela... até parece que a composição do cenário girou em torno dela.
No filme, Christian (Ewan McGregor) é um jovem inglês sonhador que chega a Paris no ano de 1899 com o desejo de se tornar um escritor. É a virada do século e a cidade vive uma revolução artística riquíssima em qualidade (que de fato ocorreu e só foi parar na crise da economia mundial, no final da década de 20). Logo Christian vê-se escrevendo uma peça denominada de "Espetacular Espetacular". Acaba também conhecendo Satine, uma cortesã (que é um nome mais macio para "prostituta"), por quem acaba se apaixonando. Mas para financiar a peça surge um duque, que em troca de dinheiro acaba exigindo "exclusividade" sobre Satine. O filme, a partir daí, evolui com este triângulo amoroso - Duque, Satine e Christian, até um final de tirar o fôlego.

O enredo não é um dos mais inéditos, na realidade é bem comum, mas a história é desenrolada de uma maneira mágica, o cenário é mágico e um cenário mágico é muita coisa em um filme. Moulin Rouge é um filme para ver, rever e ter em casa. Se você ainda não assistiu, é altamente recomendável que o faça agora. Dificilmente você vai ficar indiferente ao filme.



Danielle Blanco

sábado, 28 de janeiro de 2012

Dia 20# Melancolia




Salve salve!
Mas um comentário nos últimos instantes...O filme de hoje é o tão falado e elogiado Melancolia do diretor Lars von Trier. Vai o ser meu primeiro comentário sobre filme onde vou abrir meu coração e dizer: não gostei! – No entanto, o filme tem suas ressalvas. Para começar não sou e nem tenho a pretensão de ser uma critica de cinema, então pra aqueles que gostaram – e os que vão gostar do filme– permitam-me expor o que acho sobre ele. Afinal, gosto é gosto!



Pois bem, Melancolia é o nome de um planeta que está na eminência de colidir com a Terra, o que provocaria – claro - uma grande destruição. Neste contexto, Justine (Kristin Dunst) festeja seu casamento na casa de sua Claire (Charlotte Gainsbourg) e seu marido Jonh (Kiefer Sutherland – sim, o próprio Jack Bauer). Mesmo reunida com muitos amigos, parentes, pai e mãe, Justine começa a entrar numa espécie de melancolia. E ai segue a historia, mostrando este estado depressivo, misturado a preocupação da sua irmã com Justine e o pavor com a possibilidade de destruição da terra. Para mim, a historia é basicamente isso. No entanto, há várias sequencias de câmeras lentas – por sinal, looooooongas demais – e para quem conhece os filmes de Lars, sabe que ele é mestre nisso. É uma imersão profunda e nada compreensível, o tempo quase pára a cada gesto, cada movimento. As expressões, a angustia, o medo. Chega ser incomodo encarar essas cenas. Muito apocalíptico!



Justine é a própria melancolia. Aceita o irremediável, inclusive a destruição da Terra, enquanto Clair, mesmo com medo, busca um caminho para tentar fugir dessas assustadoras situações. Nem sucesso, claro. Afinal, por que um filme de Lars teria um final feliz? Ao pesquisar sobre o filme, li que desde o perturbador Anticristo, o diretor sofre uma depressão. Acho que ele conseguiu passar bem neste filme. Pena que eu não o entendi.


Piadas a parte, assumo, não compreendi bulhufas do filme. E logo não gostei. Mas destaco algumas coisas. Sua fotografia é impecável, as cenas – mesmo lentas, são indiscutivelmente bem trabalhadas, a cenografia é lindissima. A atuação de Charlotte Gainsbourg é ótima, só não entendi porque a Kristin Dunst ganhou premio de melhor atriz no festival de Cannes? Não liguem, coisa minha. Vai ver não entendi mesmo (risos).

Mesmo assim, acho que vale a pena assisti-lo. Vale a pena!