segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Dia 15# BAARIA



Assisti sem ver quem era o diretor, estava na lista de espera e estava com saudades de assistir um filme italiano. Eu vi dividido em partes e nem tinha reparado que era tão longo. Vou mentir se disser que não foi cansativo, mas gostei. Comecei a pensar em qual parecido era o filme com Cinema Paradiso... Peppino eee Totó!!!

A cena clássica de Cinema Paradiso

E em Baaria, nesse caso já com o filho de Peppino

Termina o filme e vejo Giuseppe Tornatore. Ahhhhh, por issoooo. A fotografia do filme é MARAVILHOSA! Depois, como faço sempre fui no “filmow” e ao acrescentar o filme no meu perfil, comecei a olhar os comentários deixados lá. Claro, começou a comparação com Cinema Paradiso. Gente, que mania que as pessoas tem de querer falar... ah esse é melhor que aquele. Não vou mentir e falar que no fundo eu não pensei isso mais de uma vez, principalmente com o famoso “o livro é melhor que o filme”. Mas o diretor e no caso quando ele também escreve, tem que ter liberdade e fazer o que sente, pense naqueles que devem ficar, ah mas se as pessoas pensarem que cinema paradiso é melhor... bom, a gente sabe que esse é o tipo de filme pela arte ainda e que no caso de Tornatore ele já tem a fama, então no máximo que acontece é um “o mais fraco dele”, como aconteceu lá no site.



Mas o que mais importante tem que ser dito desse filme é como ele "percorre" a história da Itália, de uma maneira que só as grandes obras de cinema conseguem. Esse filme tem toda essa coisa da história que eu me apaixono, porque ao mesmo tempo que tem a estética linda, você acaba conhecendo e aprendendo sobre a cultura, história de um povo.

Dizem que é autobiográfico, sendo ou não eu gostei muito...

O senhor de “Compro dólares", poderia ter ficado até o fim e não vender "canetas a 100 liras” hahaha e cebola e pão... uiii


Assisti em 04/01

FICHA TÉCNICA
Diretor: Giuseppe Tornatore
Elenco: Monica Bellucci, Raoul Bova, Michele Placido, Ángela Molina, Laura Chiatti, Enrico Lo Verso, Luigi Lo Cascio, Gisella Marengo.
Produção: Tarak Ben Ammar, Marina Berlusconi
Roteiro: Giuseppe Tornatore
Fotografia: Enrico Lucidi
Trilha Sonora: Ennio Morricone
Duração: 150 min.
Ano: 2009
País: Itália/ França
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Medusa Film

domingo, 22 de janeiro de 2012

Dia 14 # O Tigre e a Neve

Olá galera, mais um filme do nosso talvez um filme por dia. Tenho que contar que estou muito feliz com o nosso blog e mais ainda porque a gente tá conseguindo fazer o que se propôs um filme por dia; hoje o nosso amigo Dan Moura nao conseguiu postar seu filme, portanto eu fico no lugar dele hoje. De vez em quando isso pode acontecer de um postar no dia do outro,  mas  o importante mesmo é que se tenha um filme por aqui. Entao chega de blá blá blá e vamos falar um pouquinho sobre filmes, afinal viemos aqui para isso.

Hoje trouxe pra vocês um filme que é simplesmente lindo. Não tenho outra denominação para ele. Lindo e romântico como só um filme do Benigni sabe ser. Ator, diretor, roteirista Roberto Benigni, na minha opinião, é um dos grandes nomes do cinema (amo o Woody Allen também) mas há quem não goste dos filmes dele, claro. O filme mais conhecido dele é A Vida é Bela, mas hoje vou falar sobre o filme que mais gosto O Tigre e a Neve. A narrativa desse filme lembra bastante a de A Vida é Bela ambos tratam-se de uma comédia romântica e têm como pano de fundo a guerra.
Essa foto é uma das melhores fotografias de cinema que já vi. Essa cena é simplesmente sensacional

O Tigre e a Neve fala da paixão exacerbada que o poeta e professor Attilio (Benigni) nutre por Vittoria (Nicoletta Braschi, esposa de Benigni na vida real e produtora do filme). Ele sonha com ela todas as noites, a persegue por todos os cantos, sem conseguir sua atenção. A plateia ainda não conhece, nesta altura do filme, o motivo de tanta paixão. Num repente, tudo muda e o professor Attilio se vê obrigado a seguir para Bagdá (na realidade, locações na Tunísia enriquecidas com computação gráfica), em pleno início do conflito. Para preservar o roteiro, é melhor não dizer por quê. É neste cenário de guerra que O Tigre a Neve se torna ainda mais parecido com A Vida é Bela, sempre na tentativa de vender uma ideia de otimismo extremo, onde todos os fatos negativos devem ser escondidos em função de uma dedicação inabalável à pessoa amada.
Clichê? Eu diria que é arriscado denominá-lo assim. Melodramático com toda a certeza, mas Benigni é assim mesmo sangue italiano nas veias e muito amor nas telas.


sábado, 21 de janeiro de 2012

Dia 13 # Educação


Olá povo meu.
Vamos a mais um filme que recomendo e aprovo. Ano passado estava vivendo um momento "forever alone" e me enchia de filmes aos domingos; um em especial despertou minha atenção "Educação".
O filme Educação foi baseado em uma autobiografia escrita pela jornalista inglesa Lynn Barber intitulada “An Education”.  Educação conta a história de uma garota de 16 anos Jenny Miller (Mulligan) que tem sua vida bem planejada pelos seus pais, até o dia em que conhece David Goldman, um convincente homem que consegue encantar os pais protetores de Jenny, levando-a para concertos, jantares chiques e até viagens.
Apesar de não ser um filme perfeito, educação é um filme certinho com história coerente e até surpreendente, e de ser considerado uma história clichê; o filme é desenvolvido de maneira tranquila sem grandes atropelos ou clímax 
Jenny é a garota que tem uma vida comum para a idade, ao se apaixonar por David, um homem mais velho que aparenta ter sofisticação, mas que na realidade vive de golpes e roubos de obras-de-arte para revenda; Jenny percebe sua rotina mudar. David proporciona a Jenny uma nova vida cheia de viagens, passeios e até realizar seu sonho de ir a Paris no seu aniversário de 17 anos, dia em que Jenny escolhe para perder sua virgindade.
O filme retrata a contradição entre a vida regrada de Jenny e a fascinante e sedutora vida social. Apesar da pouca idade da personagem; o filme retrata situações que são comuns em jovens com um pouco mais de idade e aparentemente mais experientes.
Educação é filme que tem um roteiro bem escrito, tem a belíssima atuação de Carey Mulligan que consegue transitar de menina ingênua à mulher madura com apenas 17 anos; alguns críticos a associam a Hepburn. E muito bem dirigido por Lone Sherfig.
O que eu mais gosto do filme é a velha e clichê fase de samba "Levanta sacode a poeira e dá a volta por cima." hehehehe... É um filme que vale a pena conferir.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Dia 12# Só dez por cento é mentira.




Salve salve!

O comentário de hoje vai para o documentário sobre o poeta Manoel de Barros - Só dez por cento é Mentira - do diretor Pedro Cézar. Algum tempo atrás tinha assistido uma matéria na tv, mas não conhecia a importância que o poeta tem para a literatura brasileira. Tive então a oportunidade de assisti-lo esta semana e mesmo tendo certa resistência com documentários – que não cabe aqui escrever o porquê - no final das contas, me surpreendi.




O filme é tão bom quanto às poesias de Manoel. Tem seu encantamento na medida em que se entrelaça, entrevistas do próprio diretor feitas com o poeta, trechos de seus poemas e depoimentos de “leitores contagiados” por suas palavras. Além disso, existem personagens fictícios que compõem a história, comunicando-se diretamente com o universo inventivo do poeta. É sem duvida, um mergulho na vida e obra de Manoel, revelada de maneira criativa e poética, com uma linguagem visual tão rica como a linguagem do idioleto manoelês. “Noventa por cento do que escrevo é invenção. Só dez por cento é mentira".




E quem não conhece ainda seus livros e assistir o filme, vai despertar – no mínimo - curiosidade em ler sua literatura. Manoel de Barros, é poeta sulmatogrossense, possui cerca de vinte livros publicados, conquistando inclusive, vários prêmios. É considerado o escritor brasileiro mais vendido do país.


Vale lembrar que o filme ganhou os prêmios de melhor documentário longa-metragem do II Festival Paulínia de Cinema 2009; prêmios de melhor direção de longa-metragem documentário e melhor filme documentário longametragem do V Fest Cine Goiânia 2009.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Dia 11# Scott Pilgrim contra o Mundo




Esse filme me sugeriu uma amiga, Elisangela Weirich, quando eu perguntei no meu status do facebook, sobre sugestões de filmes. Dias antes quando recebi a visita de alguns primos, falamos de Juno e do Michael Cera... pois bem, quis revê-lo e não me decepcionei. Que efeitos visuais esse filme traz, meu Deus... Aquele que achou absurdo, de repente é somente por não gostar de toda essa coisa de HQs, games... porque a narrativa são como fases... de videogame!!! Não me canso de pensar nos efeitos, são bons demais, aquelas onomatopéias, hahaha é bem coisa daqueles primeiros desenhos do Batman.



A trilha sonora também gruda na cabeça. Vi poucas adaptações assim, mas posso afirmar que em minha opinião, Scott Pilgrim é a melhor de todas. O meu conhecimento de mangás, quadrinhos é bem básico pra tecer qualquer comentário mais consistente, então como a idéia não é resenhar o filme, prefiro falar só dessas minhas impressões mesmo.


Resumindo um deleite de efeitos visuais. Recomendado!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Edgar Wright
Elenco: Michael Cera , Mary Elizabeth Winstead , Kieran Culkin, Wallace Wells, Chris Evans, Lucas Lee, Anna Kendrick, Brandon Routh, Alison Pill, Jason Schwartzman, Ellen Wong , Satya Bhabha
Produção: Eric Gitter, Nira Park, Marc Platt, Edgar Wright
Roteiro: Michael Bacall, Edgar Wright
Fotografia: Bill Pope
Trilha Sonora: Nigel Godrich
Duração: 112 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Universal Pictures


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Dia 10# - Sherlock Holmes 2: O Jogo das Sombras



Sherlock Holmes sempre foi o homem mais inteligente do pedaço... até agora. Existe um novo e maior gênio do crime - Professor Moriarty (Jared Harris) - e ele não apenas é igual a Holmes intelectuamente, mas sua capacidade para o mal, aliada a uma completa falta de consciência, podem realmente dar-lhe uma vantagem sobre o famoso detetive.

Quando o príncipe herdeiro da Áustria é encontrado morto, a prova, interpretada pelo Inspetor Lestrade (Eddie Marsan), aponta para suicídio, mas Sherlock Holmes deduz que o príncipe tenha sido vítima de um assassinato – um assassinato que é apenas uma peça de um quebra-cabeça maior e muito mais portentoso, desenhado pelo professor Moriarty. 
Misturando negócios com prazer, Holmes segue as pistas até um clube subterrâneo, onde ele e seu irmão, Mycroft Holmes (Stephen Fry) estão brindando a última noite de solteiro do Dr. Watson. É lá que Holmes encontra Sim (Noomi Rapace), uma cartomante cigana, que vê mais do que diz e cujo o envolvimento inconsciente no assassinato do príncipe faz com que ela seja o próximo alvo do assassino. 
Holmes consegue salvar sua vida e ela, com relutância, concorda em ajudá-lo em troca. A investigação torna-se cada vez mais perigosa a medida que leva Holmes, Watson e Sim através do continente, da Inglaterra para a França, depois para a Alemanha e, finalmente, para a Suíça. Mas o astuto Moriarty está sempre um passo à frente e constrói uma teia de morte e destruição - tudo parte de um plano maior que, se bem sucedido, irá mudar o curso da história. 
A primeira produção dessa franquia, mesmo com sua singularidade, não empolgou os espectadores. Já esta, mostra que os realizadores fizeram seu homework e aprimoraram os erros cometidos na anterior, adicionando mais tempero. A direção deGuy Ritchie imprime maior confiança. Para quem conhece seus filmes de assinatura (como Snatch e Jogos e Trapaças), sabe que o primeiro Sherlock Holmes não fez justiça ao talento e no estilo underground do cineasta. Já neste, Ritchie mostra sua identidade e aplica na narrativa traços dela (narrativas em off, diálogos afinados, montagem linear fragmentada).

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dia 9 # - Como água para chocolate

Olá Galera!!!

Nono filme do blog \0// uebaaaaaaa.... amanhã chegaremos ao 10º. Para comemorar a nossa marca de 9 filmes eeeeee hoje vou escrever sobre um filme que eu simplesmente acho FANTÁSTICO!!! "Como água para chocolate". O nome nos sugere um filme doce, não é? Bom dependendo do ponto de vista pode-se dizer que é um filme doce, eu particularmente não acho; se fosse denominar um sabor ao filme seria azedinho... azedinho-doce, acho que fica melhor assim. Nossa que legal seria se pudéssemos atribuir sabor e cheiro aos filmes. (momento devaneio) Vamos ao que interessa.

Como água para chocolate é baseado em um romance de mesmo título escrito por Laura Esquivel, (então mulher do diretor Alfonso Arau), romance esse que se tornou best seller em 20 países, (confesso que ainda não li o livro, mas imagino ser estilo Gabriel García Marquez... este filme que mais se parece com um conto de fadas, repleto de fantasia, onde amor e ódio, abnegação e egoísmo, poesia e praticidade, se compõem numa obra-prima que conquistou o prêmio de melhor filme no Festival de Gramado de 1993 e concedeu a Lumi Cavazos e Claudette Maillé o prêmio de melhor atriz e melhor atriz coadjuvante, respectivamente.

A história se passa no início do século XX, numa fazenda mexicana, na fronteira com o Texas, Tita (Lumi Cavazos), a quem foi negado o direito de se casar, por ser a filha mais nova, e ter que permanecer ao lado da mãe Elena (Regina Torne) para cuidar dela, vive um amor ardente de paixão, contido, apesar de correspondido, por Pedro (Marco Leonardi), o qual acaba aceitando casar-se com sua irmã Rosaura (Yareli Arizmendi), apenas para permanecer perto da mulher que ama. Tita, que crescera nos braços de Nacha (Ada Carrasco), cozinheira da fazenda, envolta nos aromas mágicos da cozinha, e orientada pela sabedoria desta, desenvolve o dom como ninguém, transpondo para os alimentos todas as suas emoções, e destes, pra os comensais. É o que acontece quando, sem querer, derrama lágrimas sobre a massa do bolo de casamento de Rosaura com Pedro, e causa em todos que o experimentam, além de uma extrema comoção, uma incontrolável ânsia de vomito. Já para as codornas com molho de pétalas de rosa (as quais lhe haviam sido oferecidas por Pedro), Tita transfere toda a sensualidade, no despertar da recordação do grande amor de cada um que se delicia com este prato, que potencializa e exaltação deste sentimento, e faz desabrochar toda a libido. É neste momento que, Gertrudis (Claudette Maillé), contagiada pelo sentimento impregnado no molho, e exalando em toda a sua plenitude o odor das rosas, atrai para si o capitão revolucionário, e foge com ele, para profundo desgosto da mãe, e conquista da sua própria liberdade.
 
Desde os biscoitos de nata, ao “mole” (prato típico mexicano), todos os alimentos são preparados, envoltos num ritual onde a magia do elo alimento/vida, aroma/perfume, sabor/sensação, textura/sensualidade... se exacerba numa magnitude que deleita o paladar da alma.

Eu adoro filmes que envolvam culinária. Amo cozinhar (ok, não cozinho bem, mas mesmo assim amo cozinhar) e acredito muito no poder da energia. Sou do tipo de pessoa que acredita que se eu faço uma comida com amor as pessoas que provarem da comida podem sentir esse amor. Sou completamente apaixonada pelo sabor, aroma, cor do prato e esse filme retrada tudo isso... pudera eu um dia cozinhar igual a Tita...